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Alunos, pais e professores protestam contra fechamento de escolas em São Paulo

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Pais, alunos e professores da rede estadual de ensino de São Paulo fizeram ontem (20) uma manifestação contra o fechamento de escolas e o aumento de alunos em sala de aula. Eles se reuniram em frente ao prédio da Secretaria Estadual da Educação, na praça da República, centro da capital paulista, e saíram em caminhada até a praça da Sé. Imagem: Divulgação.

De acordo com o Sindicato dos Professores do Estado de São Paulo (Apeoesp), cerca de 10 mil pessoas participaram do ato. A Polícia Militar disse não ter uma estimativa do número de participantes. Segundo a Apeoesp, 162 escolas deverão ser fechadas, caso seja colocado em prática o plano de reorganização do ensino público, que está sendo finalizado pela Secretaria de Educação estadual.

“O objetivo claro da manifestação é contra o fechamento e a superlotação das salas de aulas, porque sabemos perfeitamente que não tem nenhuma medida pedagógica que embase essa medida do secretário”, disse a presidenta da Apeoesp, Maria Izabel Azevedo Noronha.

Izabel disse que a reorganização do ensino está sendo feita sem participação da comunidade escolar e que poderá gerar a demissão de cerca de 20 mil professores: “Nós já temos uma lista de162 escolas que vão fechar. E o professor efetivo vai ter redução da jornada e vai ganhar menos. O professor estável vai ficar encostado e os temporários serão demitidos. Temos uma estimativa de que 20 mil professores deverão ser demitidos”, afirmou a sindicalista.

Em nota, a secretaria de educação do estado disse que tem atuado para entregar escolas melhores, com ambientes mais preparados para cada faixa etária e com profissionais capacitados para atender os estudantes: “As manifestações, embora legítimas, não podem desinformar e alimentar em pais e alunos falsos temores. Também não podem sobrepor o direito dos estudantes paulistas por uma educação de mais qualidade”.

Segundo a secretaria, manter os alunos da mesma idade juntos é prática comum de alguns dos melhores colégios do país e de países referência em educação. “As informações, ainda não oficiais, propagadas por um sindicato com claras pretensões políticas tenta, mais uma vez, inviabilizar melhores condições aos alunos e também aos profissionais da rede estadual. A secretaria lamenta e garante que permanecerá atuando por meio do diálogo com os educadores e compromisso com o ensino”, informa a nota.

De acordo com a secretaria de educação, o processo de readequação está em estudos e não houve ainda a decisão de fechar escolas. A intenção é que as unidades tenham ciclos únicos, porque há estudos indicando que o aluno tem rendimento 10% maior nesse modelo. Além disso, a secretaria informou que, desde 1998, as escolas estaduais deixaram de receber dois milhões de matrículas. Por isso, há necessidade de readequação.

Conforme a secretaria, as mudanças levarão em conta as especificidades de cada região. Elas serão informadas para alunos e pais em uma reunião no dia 14 de novembro, data em que também serão informadas as novas escolas dos alunos.

Agência Brasil

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