Bangcoc, Tailândia, 29 de maio de 2026, Reuters – Os líderes da Tailândia e do Vietnã firmaram um compromisso para fortalecer a parceria estratégica nas áreas de segurança e economia. O objetivo do acordo, selado durante uma cúpula oficial, é criar mecanismos de proteção contra as incertezas que rondam o cenário global. O primeiro-ministro tailandês, Anutin Charnvirakul, e o secretário-geral do Partido Comunista e presidente do Vietnã, To Lam, conduziram as negociações em Bangcoc nesta quinta-feira (28).
Durante o encontro, os mandatários concordaram em elevar o patamar da cooperação em defesa e intensificar os esforços conjuntos para combater crimes transnacionais, com foco especial na repressão aos esquemas de fraudes e golpes online que afetam a região. A segurança energética também ocupou papel central na pauta, visto que ambas as nações possuem uma dependência crítica do petróleo importado do Oriente Médio.
Ambos os lados concordaram com a necessidade de Tailândia e Vietnã cooperarem mais estreitamente para lidar com a volatilidade e a incerteza da atual situação econômica global.
O presidente To Lam reforçou que o Vietnã está empenhado em tornar os mecanismos de segurança regional mais eficazes. Para ele, a integração das inteligências policiais e militares é o caminho para mitigar a atuação de grupos criminosos que operam além das fronteiras nacionais.
Continuaremos a aumentar a eficácia dos mecanismos de cooperação de defesa e segurança e fortaleceremos a colaboração na prevenção de crimes transnacionais.
No setor econômico, a visita também rendeu frutos para o setor de viagens. A autoridade de turismo da Tailândia assinou um acordo estratégico com a Vietnam Airlines para promover o fluxo de visitantes entre os dois países. A parceria prevê esforços conjuntos de marketing e o apoio ao lançamento de novas rotas aéreas diretas, conectando mais cidades tailandesas e vietnamitas.
O fortalecimento do turismo regional ocorre em um momento delicado para o Sudeste Asiático. O setor tem sido duramente atingido pela disparada dos preços dos combustíveis, consequência direta do prolongado conflito envolvendo o Irã. O aumento nas tarifas aéreas resultou em uma queda perceptível no número de viajantes provenientes da Europa e dos Estados Unidos, forçando os países vizinhos a buscar alternativas no mercado interno e na integração regional para sustentar suas economias.
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