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Noruega adere ao plano de dissuasão nuclear da França

Acordo de defesa em Paris prevê diálogos sobre a extensão do guarda-chuva nuclear francês para a segurança da Europa.

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Paris, França, 29 de maio de 2026, Agence France-Presse (AFP) – O presidente da França, Emmanuel Macron, confirmou que a Noruega aceitou integrar as discussões sobre o plano estratégico de estender a dissuasão nuclear francesa para o continente europeu. O anúncio foi feito após uma reunião oficial com o primeiro-ministro norueguês, Jonas Gahr Stoere, realizada em Paris nesta quarta-feira (27).

Durante o encontro, as duas nações selaram um acordo de defesa abrangente, que estabelece a participação formal da Noruega nos debates sobre a capacidade nuclear da França como ferramenta de proteção coletiva. Macron destacou que a adesão norueguesa representa um marco significativo para a parceria entre os países e sinaliza o início de uma cooperação considerada “muito ambiciosa”.

A participação da Noruega nesta iniciativa é um passo muito importante na parceria entre os dois países e impulsionará uma cooperação bastante ambiciosa para o futuro da segurança continental.

Apesar da aproximação com o projeto francês, o primeiro-ministro Jonas Gahr Stoere fez questão de pontuar que a dissuasão nuclear da Noruega permanecerá vinculada à estrutura da OTAN. Ele esclareceu que o novo compromisso diplomático não altera a política nacional de armas nucleares, reafirmando que o país mantém sua tradição de não permitir armamentos desta natureza em seu território.

Nossa dissuasão continuará sendo fornecida pela OTAN e não haverá armas nucleares em solo norueguês em tempos de paz.

O plano de Macron para ampliar o guarda-chuva nuclear francês na Europa foi apresentado originalmente em março, visando a colaboração com oito países, entre eles Alemanha, Polônia e Reino Unido. A iniciativa surge em um contexto de incertezas geopolíticas, alimentadas pelas repetidas críticas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à OTAN, sugerindo uma possível redução do envolvimento militar americano na segurança da Europa. Diante deste cenário, as potências europeias buscam alternativas para fortalecer sua própria autonomia defensiva.

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