Tóquio, Japão, 29 de maio de 2026, NHK – O governo do Japão elaborou o rascunho de um novo plano básico de preparação para desastres, estabelecendo um programa de dez anos com uma meta ambiciosa: reduzir em mais de 50% o número de vítimas fatais em caso de um grande terremoto que atinja diretamente a região metropolitana de Tóquio. O documento surge como uma resposta estratégica à necessidade de modernizar os protocolos de segurança da capital.
Em dezembro do ano passado, um painel governamental revisou as estimativas de perdas humanas e danos estruturais causados por abalos sísmicos. Os dados atualizados revelam um cenário preocupante onde, em uma situação de pior caso, um tremor de grande magnitude poderia resultar em 18.000 mortos e na destruição total ou parcial de 402.000 edifícios por desabamentos ou chamas.
O rascunho do plano promove esforços intensivos para prevenir incêndios que são vistos como a causa de aproximadamente 70 por cento tanto das fatalidades quanto da destruição de edifícios.
Uma das medidas tecnológicas centrais do novo plano envolve a instalação de disjuntores sensíveis a terremotos. Esses dispositivos são projetados para cortar automaticamente o fornecimento de eletricidade ao detectarem um tremor forte, eliminando uma das principais causas de incêndios pós-desastre. O governo estabeleceu o objetivo de instalar esses aparelhos na maioria das edificações em áreas designadas de 10 províncias, incluindo todos os municípios de Tóquio e as províncias vizinhas de Kanagawa, Saitama e Chiba.
Este novo alvo de instalação é significativamente mais elevado do que a meta de 25% definida anteriormente em 2015. Além da segurança elétrica, o rascunho busca incentivar e financiar o aumento da resistência sísmica em residências particulares, garantindo que as estruturas suportem o impacto inicial das ondas de choque.
A estratégia governamental busca não apenas proteger a vida dos cidadãos mas também garantir a resiliência estrutural da capital japonesa diante de eventos naturais inevitáveis.
Espera-se que o governo japonês divulgue o plano básico atualizado assim que obtiver a aprovação formal do Gabinete. Paralelamente, as autoridades também revisarão o plano de continuidade operacional do próprio Estado. Esta versão revisada deverá delinear arranjos logísticos para realocar temporariamente as funções essenciais de ministérios e agências governamentais, assegurando que a administração do país não sofra interrupções críticas mesmo se a sede do governo for atingida.
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