Tóquio, Japão, 26 de maio de 2026, NHK – O governo do Japão aprovou em reunião de gabinete nesta terça-feira (26) a alocação de aproximadamente 510 bilhões de ienes (cerca de 3,2 bilhões de dólares) para aliviar o custo das contas de energia das famílias neste verão. A medida é uma resposta direta ao salto nos preços globais dos combustíveis, provocado pela intensificação do conflito no Irã, que ameaça a estabilidade econômica nacional.
Os recursos serão destinados ao subsídio das contas de eletricidade e gás durante os meses de julho, agosto e setembro. Segundo estimativas oficiais, o aporte financeiro deve reduzir o custo médio mensal de energia de uma residência padrão em cerca de 5.000 ienes (aproximadamente 31 dólares) ao longo do trimestre. O montante será retirado de um fundo de contingência de 1 trilhão de ienes reservado no orçamento do atual ano fiscal.
“O governo está monitorando de perto o fornecimento de energia vindo do Oriente Médio e medidas apropriadas serão tomadas para proteger a economia nacional de quaisquer efeitos adversos”, afirmou a Ministra das Finanças, Katayama Satsuki.
Como a utilização desses fundos de reserva reduzirá o caixa de contingência pela metade, o governo já planeja apresentar um projeto de orçamento suplementar à Dieta na próxima semana. O novo projeto terá um valor total de 3,1 trilhões de ienes (cerca de 19,5 bilhões de dólares) para garantir que o país tenha margem de manobra financeira diante de novas instabilidades externas.
Paralelamente aos subsídios, o governo japonês está solicitando que famílias e empresas mantenham esforços de economia de energia, mas reforçou que os pedidos seguem o padrão de anos anteriores. O Ministro da Economia, Comércio e Indústria, Akazawa Ryosei, destacou que o país não está em uma fase de crise de desabastecimento, mas que o consumo consciente ajuda a manter a rede estável e os custos controlados.
“O Japão garantiu todo o petróleo bruto e gás natural liquefeito de que precisa no momento, por isso não estamos no estágio de solicitar esforços adicionais ou extremos de economia de energia”, explicou Akazawa Ryosei.
Entre as recomendações sugeridas pelo governo estão o ajuste leve na temperatura dos aparelhos de ar-condicionado, o que pode reduzir a conta de luz em até 5%, e a diminuição da intensidade da iluminação nos ambientes, gerando uma economia de cerca de 3%. No setor de transportes, o ministério estima que acelerar de forma gradual ao dar a partida em veículos pode melhorar a eficiência do combustível em 10%, ajudando a mitigar o impacto dos altos preços da gasolina nas bombas.
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