Seul, Coreia do Sul. 07 de maio de 2026. Yonhap News – A mais recente revisão da Constituição da Coreia do Norte estabelece, pela primeira vez, que o líder Kim Jong Un, na qualidade de chefe de Estado, detém o comando total das forças nucleares do país. A alteração constitucional, realizada durante a Assembleia Popular Suprema ocorrida em março, teve seu conteúdo revelado à imprensa sul-coreana nesta quarta-feira (06).
Uma das mudanças mais significativas é a remoção completa de qualquer referência à reunificação com o Sul. Este ajuste formaliza a postura de Pyongyang de tratar as duas nações como Estados distintos e separados, abandonando o objetivo histórico de integração da península.
Surpreendentemente, apesar das expectativas de analistas internacionais, o texto revisado não chegou a caracterizar as relações intercoreanas como explicitamente “hostis”. No entanto, a nova definição territorial reforça a barreira política e geográfica entre os vizinhos.
A revelação destas mudanças constitucionais ocorre em um momento de tensões elevadas na região. Ao ancorar o poder nuclear diretamente na figura do líder máximo e redefinir suas fronteiras, a Coreia do Norte sinaliza para a comunidade internacional uma nova fase de sua estratégia de sobrevivência e soberania nacional.
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