Pequim, China, 9 de abril de 2026, Xinhua – O presidente da China, Xi Jinping, proferiu um discurso incisivo no qual instruiu oficiais de alto escalão das Forças Armadas a obedecerem rigorosamente às leis e regulamentos do país. A declaração ocorre em meio a uma série de medidas disciplinares e expurgos contra militares envolvidos em casos de corrupção.
Durante a cerimônia de abertura de um programa de treinamento em educação política para oficiais seniores na Universidade de Defesa Nacional, realizada nesta quarta-feira (8), Xi enfatizou que os militares precisam fortalecer seu treinamento revolucionário. O objetivo é manter a “pureza e a glória” das tropas para celebrar o 100º aniversário da fundação das Forças Armadas, que será comemorado no próximo ano.
“Qualquer busca por ganho pessoal ou envolvimento em atos de corrupção é completamente incompatível com a natureza e os ideais do Partido Comunista.”
A estrutura da Comissão Militar Central, que comanda as forças armadas, passou por mudanças drásticas recentemente. Quando a formação atual foi estabelecida em 2022, o órgão contava com sete membros sob a liderança de Xi. No entanto, cinco desses integrantes foram removidos após se tornarem alvos de investigações ou punições severas, evidenciando a profundidade da crise ética na cúpula militar.
O líder chinês destacou que as Forças Armadas devem saudar o centenário com uma nova perspectiva política, livre de vícios administrativos. O endurecimento do discurso de Xi nesta quinta-feira (9) sinaliza que a campanha anticorrupção dentro do Exército de Libertação Popular está longe de terminar, visando garantir a lealdade absoluta ao comando central.
“A modernização das forças de defesa não se limita apenas ao armamento, mas exige uma integridade inabalável de seus líderes para enfrentar os desafios globais.”
Especialistas em política asiática observam que a pressão constante sobre a elite militar busca mitigar riscos de insubordinação e garantir que o investimento massivo em defesa não seja desviado. A mensagem de Xi Jinping nesta quinta-feira (9) reafirma que a disciplina partidária permanece como o pilar central da estratégia de segurança nacional da China.
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