Washington, Distrito de Colúmbia, Estados Unidos, 14 de abril de 2026, Associated Press (AP) – A relação entre a Casa Branca e o Vaticano atingiu um novo ponto de ruptura. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disparou duras críticas contra o Papa Leão XIV, reagindo ao posicionamento do pontífice sobre as recentes tensões militares envolvendo o Irã. Em uma série de publicações em suas redes sociais no domingo (12), Trump expressou seu descontentamento com a autoridade religiosa, afirmando que o líder da Igreja Católica não deveria interferir nas decisões de segurança nacional americana.
“Não quero um Papa que ache aceitável que o Irã tenha uma arma nuclear. Infelizmente, Leão é fraco com o crime, fraco com as armas nucleares, e isso não me agrada.”
O embate direto começou após o Papa Leão XIV classificar como “verdadeiramente inaceitável” uma ameaça feita por Trump na semana passada (05-11). Na ocasião, o presidente americano sugeriu ataques massivos, afirmando em suas redes que “toda uma civilização morrerá esta noite”. O pontífice, que tem sido uma voz ativa em defesa da paz, pediu o fim imediato das hostilidades, o que irritou profundamente o governo em Washington.
Além da questão iraniana, Trump aproveitou o momento para criticar a postura do Papa em relação à crise na Venezuela. O presidente argumentou que o pontífice falha ao criticar a intervenção dos EUA em um país que, segundo Trump, envia grandes quantidades de drogas para o território americano e “esvazia suas prisões, enviando assassinos e traficantes” para os Estados Unidos. Para o mandatário, o líder religioso ultrapassou a fronteira da fé para entrar na arena política.
“Pare de bajular a esquerda radical e foque em ser um grande Papa, não um político. Não quero um Papa que critique o presidente dos Estados Unidos.”
As declarações de Trump intensificam a polarização sobre o papel dos EUA no Oriente Médio e na América Latina. Enquanto o Vaticano mantém seus apelos por soluções diplomáticas e humanitárias, a Casa Branca reafirma uma postura de “força total” contra o que considera ameaças globais. Analistas internacionais observam com preocupação este desgaste diplomático, que coloca a influência moral do Papado em rota de colisão direta com o poderio militar e retórico da maior economia do mundo.
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