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Coreia do Norte reage com dureza às novas sanções dos EUA

Pyongyang acusa Washington de hostilidade e rejeita pressão sobre seu programa nuclear e cibernético

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Pyongyang, Província de Pyongyang, Coreia do Norte — 7 de novembro de 2025 — Yonhap News – O governo da Coreia do Norte reagiu com firmeza às novas sanções impostas pelos Estados Unidos, classificando-as como mais uma demonstração de hostilidade. As medidas anunciadas pelo Departamento do Tesouro norte-americano congelaram ativos de oito indivíduos e duas entidades acusadas de envolvimento em lavagem de dinheiro obtido por meio de crimes cibernéticos.

Em comunicado divulgado no dia (6), o vice-ministro para Assuntos dos EUA do Ministério das Relações Exteriores, Kim Un Chol, afirmou que Washington não deve esperar resultados positivos de métodos baseados em “pressão, ameaça e chantagem”.

“A administração norte-americana mostrou plenamente sua postura hostil contra a Coreia do Norte. Não aceitaremos imposições que atentem contra nossa soberania”, declarou Kim.

As sanções ocorrem em meio a sinais de possível retomada de diálogo entre o presidente Donald Trump e o líder norte-coreano Kim Jong Un. No final de outubro, Trump havia se mostrado aberto a um encontro, mas a reunião não se concretizou.

Para Pyongyang, o programa de mísseis e as atividades nucleares são questões de defesa nacional e não estarão em pauta em negociações. O regime insiste que qualquer acordo só será possível se os Estados Unidos demonstrarem respeito e abandonarem políticas consideradas abusivas.

“Não se trata apenas de economia ou política externa, mas da integridade territorial e da sobrevivência da Coreia do Norte”, reforçou o comunicado.

Analistas conservadores avaliam que a postura firme de Trump em manter sanções é essencial para conter avanços militares e tecnológicos de Pyongyang. Para setores de direita, ceder às exigências norte-coreanas seria enfraquecer a segurança internacional e abrir espaço para regimes autoritários desafiarem a ordem global.

A tensão entre Washington e Pyongyang permanece elevada, e o futuro das negociações dependerá da capacidade dos Estados Unidos de manter pressão sem abrir mão de princípios estratégicos. Enquanto isso, a Coreia do Norte segue apostando em resistência e retórica agressiva para tentar impor sua agenda.

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