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Japoneses cobram apuração sobre mortes em campos soviéticos na Segunda Guerra Mundial

Cerimônia em Tokyo lembra 80 anos da ordem soviética que levou milhares de japoneses a campos de trabalho forçado na Sibéria.

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Tokyo, Japão, 24 de agosto de 2025, NHK Familiares e sobreviventes participaram de uma cerimônia em memória dos japoneses que morreram em campos de detenção soviéticos após a Segunda Guerra Mundial. O evento, realizado no Cemitério Nacional de Chidorigafuchi, reuniu cerca de 180 pessoas que prestaram um minuto de silêncio em homenagem às vítimas.

A cerimônia lembrou os 80 anos desde que, em 23 de agosto de 1945, a então União Soviética ordenou a deportação de soldados e civis japoneses que estavam na China e em outras regiões para campos de trabalho forçado na Sibéria e em outras localidades.

O Ministério da Previdência do Japão estima que cerca de 55 mil pessoas tenham morrido nesses campos. No entanto, o número exato de mortos e a dimensão do sofrimento dos detidos ainda permanecem desconhecidos. Até agora, os restos mortais de 20.264 pessoas foram recuperados, mas a coleta em território russo está suspensa devido à guerra na Ucrânia.

“Ninguém sabe ao certo quantos foram internados, nem por que foram feitos prisioneiros e quem foi o responsável”, disse Nishikura Masaru, ex-interno de 100 anos.

Outro participante, de 82 anos, cujo pai morreu na Sibéria, destacou que pouco se sabe sobre a realidade dos campos e apelou para que o governo assuma um papel mais ativo na resolução das pendências históricas, incluindo a repatriação dos restos mortais.

“O governo precisa tomar a iniciativa para esclarecer a verdade e recuperar os restos mortais de nossos familiares”, afirmou emocionado.

As famílias e associações de sobreviventes defendem que o tema seja debatido amplamente pela sociedade japonesa, como forma de preservar a memória e buscar justiça para os que nunca voltaram para casa.

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