Yangon, Yangon, Mianmar – 17 de maio de 2025, NHK – Empresas japonesas continuam se retirando de Mianmar quatro anos após o golpe militar que mergulhou o país em uma espiral de violência e crise econômica.
Os conglomerados Sumitomo Corporation e Toyota Tsusho anunciaram o início dos procedimentos para liquidação de uma joint venture criada em 2019, responsável pela administração de um porto próximo à Zona Econômica Especial de Thilawa, nos arredores de Yangon, a maior cidade do país.
Ambas as empresas justificaram a decisão com base no agravamento do ambiente de negócios desde o golpe militar.
O projeto do porto, porém, enfrentava críticas internacionais mesmo antes da decisão de encerramento. Organizações de direitos humanos apontavam supostas ligações entre uma das empresas logísticas locais parceiras da joint venture e o regime militar mianmarense.
A saída de Sumitomo e Toyota Tsusho soma-se a uma série de outras desistências corporativas japonesas no país. A fabricante de bebidas Kirin Holdings deixou Mianmar em 2023, encerrando sua participação no mercado de cervejas. No mesmo ano, a Eneos Holdings, empresa do setor energético, abandonou um projeto de desenvolvimento de petróleo e gás natural.
As saídas em cadeia refletem o crescente isolamento internacional de Mianmar e os riscos elevados para investimentos estrangeiros em meio à repressão política e ao colapso econômico local.
Enquanto a comunidade internacional mantém a pressão diplomática e sanções contra a junta militar, empresas japonesas demonstram que o custo de manter operações em um cenário tão instável deixou de ser justificável.
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