Tóquio, Japão, 16 de agosto de 2024 (Agência de Notícias Kyodo) – Três ministros do gabinete japonês visitaram o controverso Santuário Yasukuni em Tóquio nesta quinta-feira (15), marcando o 79º aniversário do fim da Segunda Guerra Mundial.
Os ministros Yoshitaka Shindo (Revitalização Econômica), Minoru Kihara (Defesa) e Sanae Takaichi (Segurança Econômica) prestaram homenagens no santuário, que honra os mortos de guerra do Japão, incluindo líderes condenados por crimes de guerra após a Segunda Guerra Mundial.
O ministro Kihara declarou aos repórteres que foi ao santuário para “lamentar e prestar respeitos àqueles que fizeram nobres sacrifícios na guerra”.
O primeiro-ministro Fumio Kishida, que anunciou recentemente que não concorrerá à reeleição como líder do Partido Liberal Democrático, não visitou o santuário pessoalmente. No entanto, enviou uma oferta em dinheiro através de um assessor, na qualidade de presidente do partido.
Desde que assumiu o cargo em 2021, Kishida tem feito ofertas similares em 15 de agosto nos anos de 2022 e 2023. Esta prática é vista como uma tentativa de evitar confrontos diretos com a China e a Coreia do Sul, onde as memórias do militarismo japonês permanecem vivas.
Mais de 70 membros de um grupo suprapartidário de legisladores japoneses também visitaram o Santuário Yasukuni. Ichiro Aisawa, membro sênior do grupo, expressou o desejo de que “as pessoas de todas as gerações mantenham em mente a tragédia da guerra e o valor da paz à medida que o Japão avança para o futuro”.
As visitas ao Santuário Yasukuni por autoridades japonesas têm sido uma fonte constante de tensões diplomáticas na região, especialmente com a China e a Coreia do Sul. A presença de ministros responsáveis pela segurança nacional, como Kihara, é vista como particularmente provocativa.
Em um gesto separado, Kishida visitou o Cemitério Nacional de Chidorigafuchi, onde estão os restos mortais não identificados dos mortos na guerra, incluindo aqueles que morreram em campos de batalha no exterior.
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