O presidente da Agência Internacional de Energia Atômica, ou International Atomic Energy Agency – IAEA, condenou o Irã por impedir que inspetores do órgão verifiquem as atividades nucleares do país.
O diretor-geral da AIEA, Rafael Grossi, disse em um comunicado no sábado (16), que o Irã o havia informado sobre sua decisão de “retirar a designação” de vários inspetores.
Ele disse que a decisão significa que o Irã, efetivamente, eliminou cerca de um terço do grupo principal de inspetores experientes da AIEA designados para o país.
Grossi condenou, veementemente, o que ele descreveu como uma “medida unilateral desproporcional e sem precedentes” que afeta o planejamento e a condução das atividades de verificação da AIEA.
Em resposta, um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã disse em um comunicado que Teerã estava combatendo as tentativas da Grã-Bretanha, Alemanha, França e Estados Unidos de usar a AIEA para fins políticos.
Os quatro países pediram ao Irã que cooperasse com a investigação da AIEA sobre vestígios de materiais nucleares detectados em locais não declarados. Eles fizeram o apelo na reunião da Junta de Governadores da AIEA na quarta-feira (13).
A retirada dos inspetores poderia afetar a capacidade da AIEA de monitorar as atividades de enriquecimento de urânio do Irã. Teerã está produzindo urânio enriquecido com até 60% de pureza. Isso excede em muito o limite de 3,67% estabelecido no acordo nuclear de 2015, que o Irã assinou com seis potências mundiais.
O Irã tem aumentado seu programa nuclear desde que o ex-presidente Donald Trump retirou os Estados Unidos do acordo em 2018.
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