Parentes da cingalesa que morreu na Imigração de Nagoya processam o governo japonês
Parentes de cingalesa que morreu em março passado em um centro de detenção de imigração no centro do Japão processaram o governo japonês, buscando cerca de 1,3 milhões de dólares em danos.
Wishma Sandamali tinha sido detida no centro de detenção da cidade de Nagoya por ter ultrapassado a duração de seu visto. Ela começou a reclamar de problemas de saúde em janeiro do ano passado e morreu aos 33 anos de idade.
Sua irmã mais nova, Poornima, e dois outros parentes entraram com o processo no Tribunal Distrital de Nagoya na sexta-feira (4).
Eles insistem que Wishma morreu porque as instalações a mantiveram em detenção e não lhe prestaram os cuidados médicos necessários, apesar do agravamento de sua condição.
Eles também estão pedindo ao tribunal que faça o governo apresentar todas as imagens de vídeo de Wishma nas instalações, dizendo que elas são necessárias para as audiências.
Em agosto passado, a Agência de Serviços de Imigração divulgou um relatório final sobre o tratamento de Wishma nas instalações. O relatório apontou que as instalações não tinham um sistema apropriado para fornecer assistência médica. Mas seus parentes consideraram a conclusão insatisfatória.
Em uma coletiva de imprensa na sexta-feira (4), Poornima disse que a família decidiu tomar medidas legais porque não estão mais perto de descobrir a verdade depois de quase um ano. Ela enfatizou que quer saber por que não foi dada a assistência médica apropriada e por que sua irmã teve que morrer.
O centro de detenção em Nagoya disse que iria examinar o processo no tribunal e responder adequadamente.
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