Militares de Myanmar negam as alegações de “genocídio” dos EUA
Os militares de Myanmar negaram as alegações dos EUA de que cometeram genocídio contra a minoria muçulmana Rohingya.
O Secretário de Estado norte-americano, Antony Blinken, disse nesta segunda-feira (21), que Washington constatou que os militares de Myanmar tinham, claramente, a intenção de destruir os Rohingya. Ele acrescentou que os líderes deveriam ser responsabilizados.
O Ministério das Relações Exteriores de Myanmar, que está sob o controle dos militares, divulgou uma declaração na terça-feira (22), dizendo que “rejeita firmemente” as alegações dos EUA.
Ele disse que o discurso de Blinken está muito longe da realidade e se baseia em informações não confiáveis e não controláveis.
Os militares de Myanmar são acusados de matar um grande número de Rohingyas em 2017, no estado ocidental de Rakhine. A repressão forçou mais de 700.000 pessoas a procurarem refúgio no vizinho Bangladesh.
Os líderes militares de Myanmar também estão contestando reivindicações de genocídio no Tribunal Internacional de Justiça em Haia.
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