Embaixador de Myanmar na ONU apela por democracia
O embaixador de Myanmar nas Nações Unidas apelou para a ONU e seus Estados membros que se mantenham fiéis à aspiração democrática do povo de seu país.
O embaixador Kyaw Moe Tun dirigiu-se ao comitê de direitos humanos da Assembléia Geral da ONU em Nova York nesta quinta-feira (7).
O enviado não fez um discurso na sessão plenária anual da Assembléia Geral em setembro devido a uma disputa sobre se ele deveria ser reconhecido como o embaixador do país.
Ele foi nomeado pelo antigo governo, democraticamente eleito, de Myanmar. Mas os governantes militares o demitiram após tomar o poder em um golpe de Estado em fevereiro. Eles nomearam um substituto, mas o Comitê de Credenciamento da ONU ainda não decidiu sobre a representação do país.
No discurso de quinta-feira (7), Kyaw Moe Tun, disse que os militares já mataram mais de 1.100 civis, incluindo mulheres e crianças. Ele os acusou de cometer “numerosos abusos contra o povo que equivalem a crimes contra a humanidade”.
Ele disse que o povo de Myanmar e o governo de unidade nacional precisam de apoio internacional “para eliminar a ditadura militar e emergir como um país inclusivo, democrático e pacífico”.
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