Grupo pró-democracia perde assentos na assembléia de Macau
Os membros pró-democracia da Assembléia Legislativa de Macau perderam seus assentos após uma eleição na qual não lhes foi permitido concorrer por serem “desleais” com ao Partido Comunista Chinês.
A participação dos eleitores na votação realizada no domingo foi de 42%, a menor desde que Macau foi devolvido de Portugal para a China em 1999.
Oficiais eleitorais disseram, em julho, que 21 candidatos, incluindo membros pró-democracia da assembléia, não respeitaram a Lei Básica, que é efetivamente a Constituição de Macau. Isto os impediu de concorrer nas eleições de domingo.
Os defensores da democracia, anteriormente, tinham influência limitada, ocupando um máximo de cerca de quatro cadeiras. Sua ausência na lista de candidatos na votação destaca a posição de linha dura da liderança do presidente chinês Xi Jinping em relação aos dissidentes.
A Assembléia Legislativa consiste em 33 assentos. Catorze membros são eleitos diretamente pelo público, e os 19 restantes são escolhidos por voto indireto de vários blocos profissionais e nomeados pelo Chefe do Executivo de Macau.
Em Hong Kong, que está sob a mesma estrutura “um país, dois sistemas” que Macau, o sistema eleitoral foi revisado de acordo com as ordens do Partido Comunista Chinês. Um comitê agora determina se os candidatos potenciais serão autorizados a concorrer a cadeiras no Conselho Legislativo, com base na lei de segurança nacional do território.
A próxima eleição do Conselho Legislativo em Hong Kong está agendada para dezembro.
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