ONU adota resolução condenando militares de Myanmar
A Assembléia Geral da ONU condenou os militares de Myanmar pela violência contra a população civil e pediu um embargo de armas ao país.
A resolução foi adotada nesta sexta-feira (18), com o apoio de 119 países.
Ela insta o governo militar a libertar todos os presos políticos, incluindo Aung San Suu Kyi, e a cessar imediatamente a violência contra manifestantes civis pacíficos.
Os militares estão reprimindo os manifestantes desde o golpe de fevereiro. Um grupo de direitos humanos informa que um total de 870 pessoas haviam sido mortas até sexta-feira.
A resolução não é juridicamente vinculativa. Trinta e seis países, incluindo China e Rússia, que estão relutantes em exercer pressão sobre Myanmar se abstiveram de votar.
Tailândia e Brunei, ambos membros da Associação das Nações do Sudeste Asiático – ASEAN, também se abstiveram.
O embaixador de Myanmar na ONU, Kyaw Moe Tun, disse após a votação que nenhum país deveria apoiar os militares. Ele foi demitido pelos militares por expressar sua oposição ao golpe.
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