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Indonésia: Governo tenta erradicar o extremismo islâmico em escolas e mesquitas

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Image © (AP/Estudantes indonésias lendo o Alcorão) - Indonésia: Governo tenta erradicar o extremismo islâmico em escolas e mesquitas - feb/2014

Indonésia: Governo tenta erradicar o extremismo islâmico em escolas e mesquitas. Diretrizes mais rígidas sobre educadores e pregadores islâmicos, em breve, serão implementadas na Indonésia, em um esforço por parte do governo para reprimir o fanatismo e manter a harmonia religiosa no país.

De acordo com o Jakarta Post, o Ministério de Assuntos Religiosos anunciou políticas que exigem que todos os professores de educação islâmica, em escolas públicas e privadas, tenham um diploma de Bacharel em Estudos Islâmicos, bem como, para que os pregadores sigam as diretrizes sobre o que não podem dizer nos sermões de sexta-feira.

O movimento ocorre depois que vários estudos mostraram que a maioria dos educadores islâmicos são intolerantes.

Um estudo, de 2016, do Centro para o Estudo do Islã e da Sociedade (Reportagem do Jakarta Post) revelou que 87% dos professores de educação islâmica se opunham à nomeação de não-muçulmanos como diretores de escolas e quase 90% deles se recusaram a votar para não-muçulmanos como prefeitos ou diretores.

78% dos professores de educação islâmica apoiam organizações que exigem a implementação da Lei Sharia no país.

O diretor-geral do ministério da educação islâmica, Komaruddin Amin, disse ao Jakarta Post que o ministério planeja distribuir circulares para as administrações regionais e escolas, pedindo-lhes que deixem de empregar pessoas sem as qualificações adequadas.

“Todos os professores com formação escolar insuficiente devem ser substituídos. Para evitar que os alunos sejam enganados, não devemos confiar naqueles que não têm competência para ensinar educação religiosa”, disse ele.

A Indonésia está enfrentando uma escassez de professores de educação islâmica com 230.000 escolas precisando de um, de acordo com o ministério (como relatado pelo Jakarta Post).

Porém, a Associação Islâmica de Professores de Educação Islâmica (AGPAII) acredita que esta política é importante, mas vários de seus membros não possuem educação formal em estudos islâmicos e temem que esta pode ser a razão pela qual os professores não conseguiram entender a necessidade de promover a tolerância.

Outro alvo da estratégia do ministério são os sermões religiosos pregados nas mesquitas.

O ministério enfatizou que não intervirá diretamente, pois não é seu “domínio”, mas trabalhará com os clérigos muçulmanos, principalmente para criar diretrizes, para servir como ponto de referência para os pregadores, sobre o que eles podem e não podem dizer.

A decisão ocorreu depois de queixas de que alguns muçulmanos, nos sermões de sexta-feira, em diversas mesquitas, estavam sendo imprecisos e inflamatórios.

Houve respostas mistas de estudiosos muçulmanos, com alguns criticando o movimento dizendo que o governo não deveria dizer aos pregadores o que eles podem falar, muitos outros, no entanto, têm apoiado, acreditando que o governo está apenas tentando garantir que os pregadores sejam competentes.

Esta deve ser uma notícia bem-vinda num país em que as tensões religiosas e étnicas têm estado em destaque, recentemente.

As preocupações com o crescente extremismo islâmico cresceram desde que o governador cristão, Basuki “Ahok” Tjahaja Purnama, foi acusado de blasfêmia pelos grupos muçulmanos extremistas, em novembro do ano passado.

Desde então, ele foi acusado e está sendo julgado, apesar de manter sua posição como candidato na atual corrida governamental de Jacarta.

Mais de 150 mil muçulmanos tomaram as ruas de Jacarta em protesto contra o governador, apesar dos relatos de que os comentários, supostamente inflamatórios, de Ahok foram editados fora do contexto e nenhuma ofensa foi planejada.

Alguns analistas acreditam que a decisão de prosseguir o caso contra Ahok foi um golpe para a democracia e a diversidade, bem como um teste para as fundações seculares da Indonésia.

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