Katmandu, Nepal, 26 de setembro de 2026 – Press Trust of India – Moradores da região de fronteira entre o Nepal e a China enfrentam sérios desafios para retomar suas rotinas exato um mês após o devastador deslizamento de terra e as inundações repentinas que assolaram a localidade, resultando em mais de 1.400 mortes confirmadas e milhares de desaparecidos.
A tragédia ocorreu no dia 26 de agosto, com dados oficiais do governo nepalês registrando 1.453 óbitos e mais de 5.500 pessoas sem paradeiro conhecido, um total que inclui cinco cidadãos japoneses que estavam na região.
As operações de busca por trabalhadores de usinas hidrelétricas presos em túnel subterrâneo aproximam-se de um encerramento, enquanto mais de 80.000 pessoas continuam afetadas e abrigadas em instalações provisórias.
Equipes locais relatam que os trabalhos de remoção de lama e escombros seguem gravemente comprometidos pela escassez de maquinário pesado e combustível, além de falhas na distribuição adequada de alimentos e suprimentos médicos básicos.
Do lado chinês, a mídia estatal apontou 43 mortes e 519 desaparecidos na Região Autônoma do Tibete até o início de setembro (5), enquanto agências da ONU reforçam a urgência de apoio psicológico integral para crianças, idosos e mulheres.
As autoridades nepalesas anunciaram planos para declarar certas zonas de risco como inhabitáveis e relocar os sobreviventes, estimando que o custo total da reconstrução ultrapasse 4,7 bilhões de dólares, representando mais de 11% do Produto Interno Bruto do país.
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