Tóquio, Japão, 11 de agosto de 2026, NHK — A tempestade tropical Chan-hom aproxima-se do arquipélago japonês e pode tocar o solo na região de Kanto, incluindo a capital Tóquio, durante a noite desta terça-feira (11). Na manhã desta terça-feira (11), por volta das 10h, o sistema meteorológico localizava-se a aproximadamente 230 quilômetros a leste da costa da cidade de Iwaki, na província de Fukushima, deslocando-se para o oeste-noroeste a uma velocidade de 30 km/h, com pressão atmosférica de 985 hectopascais, ventos sustentados de até 82,8 km/h e rajadas que alcançam 126 km/h.
Meteorologistas alertam para a ocorrência de tempestades severas nas regiões leste e nordeste do país. No período de 24 horas até a manhã de quarta-feira (12), a previsão indica acumulados de chuva de até 180 milímetros em Tohoku, 150 milímetros em Kanto-Koshin e 100 milímetros nas ilhas Izu. Para o período seguinte de 24 horas, até a manhã de quinta-feira (13), os volumes de precipitação podem atingir até 150 milímetros em Tokai e 120 milímetros nas regiões de Tohoku e Kanto-Koshin.
A rota atípica da tempestade tropical rumo ao oeste pode provocar agitação marítima súbita e rajadas de vento inesperadas.
O avanço da tempestade provocará forte ventania nesta terça-feira (11), com ventos de até 90 km/h previstos para Tohoku e Kanto-Koshin, cerca de 65 km/h na província de Niigata e 61 km/h em Tokai, além de pico de rajadas entre 108 km/h e 126 km/h. Na costa do Pacífico, as ondas podem chegar a 7 metros de altura em Tohoku e Kanto.
Diante do cenário de instabilidade, a Agência Meteorológica emitiu alertas para o risco de deslizamentos de terra, inundações em áreas baixas, transbordamento de rios, rajadas intensas de vento e ressacas marinhas. A formação de descargas elétricas e vendavais repentinos semelhantes a tornados também não está descartada.
Autoridades orientam moradores e turistas a monitorarem os níveis de risco e adaptarem os planos de viagem.
Especialistas destacam que as tempestades na região costumam se mover de oeste para leste impulsionadas pelos ventos do oeste, tornando a trajetória atual em direção ao oeste bastante atípica. Como a passagem do fenômeno coincide com o período de férias de verão, a orientação para quem está viajando é monitorar os boletins informativos e sistemas de alerta de risco, mantendo flexibilidade nos horários e rotas diante de possíveis interrupções nos transportes públicos.
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