Seul, Coreia do Sul, 6 de agosto de 2026, Yonhap News — A polícia sul-coreana realizou uma operação de busca e apreensão na sede da Starbucks Coreia na quarta-feira (5), após a formalização de uma denúncia criminal apresentada por um grupo da sociedade civil. A entidade alega que uma campanha publicitária promovida pela empresa fez alusão desrespeitosa às vítimas e aos ativistas do movimento democrático reprimido pelo exército no país em 1980.
A controvérsia teve início em maio, quando a rede de cafeterias lançou a promoção denominada “Tank Day” com o objetivo de incentivar a venda de copos térmicos. No entanto, a data de início da ação coincidiu com o aniversário da repressão militar no município de Gwangju, evento histórico que resultou em dezenas de mortes de civis.
A campanha gerou fortes críticas públicas sob a acusação de ironizar a intervenção militar e evocar os blindados utilizados durante o período da ditadura no país.
As buscas realizadas pelas autoridades policiais visam recolher documentos e registros internos para determinar as reais intenções por trás da concepção do projeto comercial. A repercussão do caso provocou boicotes temporários por parte dos consumidores, além de duras declarações do presidente Lee Jae Myung, que classificou a abordagem publicitária como inumana.
Em resposta à reação popular e institucional, a empresa publicou um pedido formal de desculpas e comprometeu-se a apurar as responsabilidades internas.
As investigações prosseguem para avaliar se houve violação de leis locais e quais providências administrativas e judiciais serão adotadas sobre o caso.
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