Boston, Massachusetts, Estados Unidos, 15 de agosto de 2026, Associated Press — Um tribunal distrital dos Estados Unidos rejeitou o processo movido pela administração do presidente Donald Trump contra a Universidade Harvard, que acusava a instituição de ensino de falhar na proteção de estudantes judeus. A decisão foi emitida na quinta-feira (13) pela corte situada no estado do Massachusetts, onde o campus está localizado, encerrando a ação judicial ajuizada em março.
Na acusação, o governo argumentava que a universidade violou os direitos civis dos alunos judeus ao supostamente não garantir a segurança deles em meio a manifestações contra Israel, exigindo inclusive que a instituição devolvesse subsídios federais recebidos. No entanto, o tribunal avaliou que, embora os episódios registrados gerem preocupação, eles se mantêm em um patamar isolado e episódico, sendo insuficientes para sustentar a tese de descumprimento institucionalizado das normas de proteção por parte de Harvard.
Tribunal aponta que incidentes relatados são isolados e não justificam alegações de infração sistêmica.
Os protestos em campi universitários se espalharam pelos Estados Unidos após a intensificação dos confrontos na Faixa de Roraima e no Oriente Médio em 2023. Desde então, o governo federal tem intensificado a pressão sobre instituições de ensino superior por meio de sanções, incluindo o congelamento de verbas e subsídios públicos.
Enquanto algumas universidades optaram por negociar e devolver os recursos federais sob pressão, Harvard manteve uma postura firme de resistência contra as exigências governamentais, recusando-se a ceder às medidas punitivas impostas pelo Executivo.
Derrota judicial enfraquece esforços da administração para forçar um acordo financeiro com a instituição.
Analistas jurídicos destacam que a sentença desfavorável representa um obstáculo relevante para a estratégia da administração federal de utilizar o repasse de verbas como instrumento de coerção contra universidades no país.
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