Zurique, Suíça, 2 de agosto de 2026, Reuters. A entidade máxima do futebol mundial recuou e cancelou oficialmente o plano de criar uma empresa subsidiária para gerenciar suas operações comerciais e de eventos. A mudança de rumo ocorreu em meio a uma forte e generalizada oposição por parte de suas associações membros.
O projeto havia sido anunciado na terça-feira (28) e previa a venda de uma participação societária na nova empresa a investidores privados. A estrutura seria responsável por administrar as operações comerciais de grandes competições, como a Copa do Mundo, incluindo o controle sobre direitos de transmissão e contratos de patrocínio.
A reação do setor foi imediata. Na quinta-feira (30), a UEFA e suas 55 associações nacionais divulgaram uma declaração conjunta rejeitando integralmente a proposta. A organização europeia ameaçou promover um boicote de suas seleções às competições organizadas pela entidade global, exigindo uma garantia vinculativa de que a governança do esporte jamais seria aberta à propriedade privada. Outras entidades representativas, como a CONCACAF e a Confederação Asiática de Futebol, também manifestaram forte rejeição e preocupação com a iniciativa.
Diante da enorme pressão, a presidência da entidade confirmou a retirada definitiva da proposta na sexta-feira (31).
“Ficou claro que o projeto gerou divisões de uma natureza que, independentemente do nível de apoio, não atendem mais ao objetivo inicialmente estabelecido”, declarou o presidente Gianni Infantino.
A desistência foi celebrada por lideranças do futebol asiático, que destacaram a necessidade de moldar o futuro do esporte por meio do diálogo coletivo, de consultas adequadas e do respeito às estruturas de governança consolidadas.
Por outro lado, a entidade europeia manteve um tom rígido ao acolher a decisão, classificando a tentativa anterior como um acordo opaco conduzido nos bastidores.
“A atual liderança perdeu não apenas a confiança da UEFA, mas também a de muitos outros membros da família do futebol. Avaliaremos o ocorrido nas próximas semanas para identificar os responsáveis e exigi-los na prestação de contas”, afirmou a organização europeia em nota oficial.
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