Londres, Reino Unido, 17 de agosto de 2026, Reuters — Um ex-professor da Universidade de Cambridge foi encontrado morto em sua residência em Londres na sexta-feira (14), após enfrentar semanas de intensas acusações de plágio. Jason Arday, que em 2023 se tornou o mais jovem professor negro da história da instituição aos 37 anos, dedicou parte de sua pesquisa aos impactos de longo prazo da discriminação racial na educação.
Arday havia renunciado ao cargo após o surgimento de denúncias de plágio, incluindo sobreposições em sua tese de doutorado com o trabalho publicado anteriormente por outro pesquisador. Ao anunciar sua demissão no dia 5 de agosto, ele declarou publicamente que as acusações e a repercussão pública implacável afetaram profundamente sua saúde e a de seus entes queridos.
“As acusações implacáveis, a especulação e o comentário público cobraram um preço profundo de mim e daqueles que amo.”
Em entrevista concedida a um veículo de mídia local antes de sua renúncia, Arday reconheceu ter cometido erros, mas negou veementemente a prática de fraude acadêmica. Na ocasião, ele também alegou a existência de uma campanha coordenada contra sua trajetória e afirmou que as denúncias possuíam motivações raciais.
“É uma tragédia em muitos níveis… não é momento para pressa em julgamentos… É preciso refletir sobre como as coisas chegaram a este ponto.”
Autoridades locais e figuras públicas manifestaram pesar pelo ocorrido. O primeiro-ministro britânico, Andy Burnham, pediu um momento de reflexão nacional no sábado (15), ressaltando a gravidade e a complexidade trágica que envolveram os últimos dias do acadêmico.
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