Washington, Estados Unidos, 19 de agosto de 2026, Associated Press — A administração do presidente norte-americano Donald Trump elevou o tom de sua campanha de pressão contra o Tribunal Penal Internacional (TPI) ao anunciar a imposição de sanções diretas contra a liderança da corte, incluindo sua presidente, a juíza japonesa Akane Tomoko, que assumiu o cargo em 2024.
Em comunicado divulgado na terça-feira (18), o secretário de Estado Marco Rubio classificou o tribunal como politizado e corrupto, acusando o órgão de abuso de autoridade.
As medidas punitivas determinam o congelamento de quaisquer ativos mantidos sob jurisdição americana e abrem margem para novas retaliações caso o tribunal persista em ações que, segundo Washington, violem a soberania dos Estados Unidos. A ofensiva norte-americana ocorre em meio a fortes divergências jurídicas motivadas pela autorização de investigações sobre supostos crimes de guerra cometidos por tropas dos EUA no Afeganistão, bem como pela emissão de mandados de prisão contra autoridades estrangeiras aliadas.
Em resposta, a cúpula do TPI repudiou as sanções, alertando que tais medidas ameaçam a ordem jurídica internacional e o próprio Estado de Direito.
Apesar da pressão diplomática e econômica exercida pela Casa Branca, a instituição reafirmou publicamente que continuará a exercer suas funções com total independência e imparcialidade.
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