Pequim, China, 26 de agosto de 2026 – Xinhua – O governo da China manifestou forte oposição ao anúncio recente dos Estados Unidos de endurecer as sanções econômicas contra empresas e indivíduos que mantêm relações comerciais com o Irã. A reação dura de Pequim, um dos principais parceiros comerciais de Teerã, ocorreu após o secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent, declarar na segunda-feira (24) que Washington intensificará a pressão sobre as conexões financeiras iranianas ao redor do globo, alertando que nações infratoras poderão ser banidas do sistema financeiro baseado no dólar.
Em coletiva de imprensa realizada na terça-feira (25), o porta-voz do Ministério das Ngoçiações Estrangeiras da China, Lin Jian, criticou duramente a iniciativa de Washington, afirmando que a medida carece de respaldo no direito internacional e reiterando a posição contrária de seu país a sanções unilaterais consideradas ilegais.
“A cooperação entre Pequim e o Irã é conduzida rigorosamente dentro do marco do direito internacional e não deve sofrer nenhum tipo de interferência ou perturbação por parte de terceiros”, destacou Lin Jian durante o pronunciamento oficial na terça-feira (25).
Paralelamente ao acirramento das tensões econômicas, articulações diplomáticas continuam em andamento na tentativa de encontrar uma solução negociada para o conflito. O chefe do exército do Paquistão, Asim Munir, acompanhado pelo ministro do Interior Mohsin Naqvi, realizou uma visita oficial ao território iraniano para mediar entendimentos com lideranças locais, incluindo o presidente Masoud Pezeshkian e o presidente do parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf.
“Durante os encontros, as delegações discutiram estratégias para evitar uma escalada ainda maior da crise na região, debateram a segurança no Estreito de Ormuz e sinalizaram avanços significativos com o encerramento da missão em um tom otimista e positivo”, relataram as autoridades envolvidas nas negociações.
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