Pequim, Pequim, China, 11 de abril de 2026, Xinhua – O presidente da China, Xi Jinping, manteve conversações em Pequim com Cheng Li-wun, líder do maior partido de oposição de Taiwan, o Kuomintang (KMT). Durante o encontro, Xi enfatizou a firme oposição à “independência de Taiwan”, ao mesmo tempo em que expressou a disposição do governo chinês em fortalecer o diálogo com o partido. Este evento marca a primeira reunião entre um líder do Partido Comunista Chinês e um presidente do KMT desde novembro de 2016.
No início das conversações nesta sexta-feira (10), Xi afirmou que a tendência maior de aproximação entre compatriotas de ambos os lados do Estreito de Taiwan é uma inevitabilidade histórica que não mudará. O líder chinês ressaltou que, com base no fundamento político comum de manter o “Consenso de 1992” e opor-se à separação territorial, a China deseja ampliar o intercâmbio com diversos partidos taiwaneses, incluindo o KMT.
“A China deseja fortalecer o diálogo com forças políticas que defendam a unidade, buscando uma base comum para o desenvolvimento pacífico das relações transestrito.”
Cheng Li-wun, por sua vez, declarou que o Estreito de Taiwan deve se tornar um símbolo para que o povo chinês de ambos os lados proteja a paz em conjunto. Ela reafirmou a posição de seu partido em defender o “Consenso de 1992” e rejeitar a independência da ilha, sugerindo que ambos os lados devem planejar e construir mecanismos institucionalizados e sustentáveis de cooperação para tornar o desenvolvimento pacífico um processo irreversível.
O “Consenso de 1992” refere-se ao entendimento alcançado naquele ano entre o Partido Comunista Chinês e o então governante Kuomintang, confirmando que ambos os lados pertencem a “uma só China”. Pequim considera este reconhecimento uma condição indispensável para qualquer diálogo oficial com Taiwan, termo que a atual administração do Partido Progressista Democrático, no poder em Taipei, recusa-se a validar.
“A criação de mecanismos de diálogo sustentáveis é vista pelo KMT como o caminho para garantir que a estabilidade regional não sofra retrocessos políticos.”
O encontro é visto por analistas como um movimento estratégico de Pequim para isolar as correntes pró-independência e fortalecer laços com setores taiwaneses favoráveis à unificação ou à manutenção do status quo sob a ótica da identidade chinesa única. A reunião sinaliza uma nova fase de pressão diplomática e diálogo partidário em meio às crescentes tensões na região.
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