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Eletricidade: do século da descoberta à era da obsolescência

Das pilhas de Volta à iluminação urbana as descobertas que moldaram a modernidade

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Konan, Shiga, Japão, 8 de abril de 2026 – Elisabete Panssonatto Breternitz (*) – A história da eletricidade revela um contraste impressionante entre o tempo necessário para sua compreensão e a velocidade com que seus desdobramentos tecnológicos passaram a ocorrer.

Durante séculos, a eletricidade foi apenas um fenômeno curioso, observado desde a Antiguidade, mas sem aplicação prática.

Foi somente entre os séculos XVIII e XIX que cientistas como Benjamin Franklin, Michael Faraday e James Clerk Maxwell conseguiram compreender seus princípios fundamentais.

O processo para que a eletricidade fosse aplicada de forma ampla levou centenas de anos; somente no final do século XIX foi concretizado.

A partir desse marco, o ritmo da inovação acelerou de maneira extraordinária. Em pouco mais de um século, passamos da lâmpada incandescente aos dispositivos inteligentes conectados à internet.

O tempo que antes era medido em séculos passou a ser contado em décadas e, mais recentemente, em poucos anos.

Um exemplo emblemático dessa aceleração é o videocassete, ou VHS. Lançado na década de 1970, ele revolucionou a forma de consumir filmes, permitindo gravar e assistir conteúdos em casa.

No entanto, sua popularidade durou pouco mais de duas décadas. Já no final dos anos 1990, começou a ser substituído pelo DVD, que oferecia melhor qualidade de imagem e som.

Pouco depois, o próprio DVD perdeu espaço para o streaming digital, eliminando a necessidade de mídias físicas.

Esse contraste evidencia uma mudança profunda: enquanto o conhecimento científico exigiu séculos de construção, a tecnologia contemporânea se desenvolve em ciclos cada vez mais curtos.

Hoje, produtos são criados, popularizados e substituídos em um intervalo mínimo, impulsionados pela inovação contínua e pela demanda por conveniência e eficiência.

Assim, a eletricidade, que levou tanto tempo para ser compreendida, tornou-se a base de um mundo em constante renovação — onde a permanência é rara e a mudança, inevitável.

(*) Elisabete Panssonatto Breternitz, Especialista em Língua Inglesa pela UNESP, é professora e membro da Academia Feminina de Letras e Artes de Jundiaí – AFLAJ. betenitz@gmail.com
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