Pequim, China, 9 de abril de 2026, Xinhua – O governo da China anunciou que o ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, realizará uma visita oficial de dois dias à Coreia do Norte a partir desta quinta-feira (9). O anúncio foi feito pela porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, durante uma coletiva de imprensa realizada na quarta-feira (8), sinalizando um movimento importante na diplomacia da região.
Segundo a porta-voz, Pequim está disposta a fortalecer a comunicação estratégica com Pyongyang e a desenvolver continuamente a tradicional relação de amizade e cooperação por meio de intercâmbios próximos. A visita ocorre em um momento em que observadores internacionais apontavam para possíveis tensões entre os dois países, devido ao estreitamento dos laços militares entre a Coreia do Norte e a Rússia, no contexto do conflito na Ucrânia.
“A China reafirma seu compromisso em manter a estabilidade regional através de uma parceria sólida e de longo prazo com o governo norte-coreano.”
Apesar das especulações sobre um distanciamento, os movimentos recentes indicam uma retomada de fôlego nas relações bilaterais. Em setembro, o líder norte-coreano Kim Jong Un visitou a China e manteve conversações com o presidente chinês Xi Jinping. Esse encontro pavimentou o caminho para a retomada de serviços essenciais, como o transporte ferroviário de passageiros e os voos diretos da Air China entre as duas capitais, que foram restabelecidos no mês passado após uma pausa de seis anos.
A agenda de Wang Yi em Pyongyang deve focar na cooperação futura e na coordenação de políticas para a Península Coreana. A visita assume um caráter ainda mais estratégico diante da viagem programada do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à China em maio, o que coloca o diálogo entre Pequim e Pyongyang no centro das atenções globais nesta quinta-feira (9).
“A retomada da conectividade aérea e ferroviária simboliza o fim de um período de isolamento e o início de uma nova fase de integração econômica entre os vizinhos.”
Espera-se que as discussões abordem não apenas questões de segurança, mas também parcerias econômicas que possam aliviar a pressão sobre o regime norte-coreano. O resultado das conversações nesta quinta-feira (9) servirá como um termômetro para a estabilidade da Ásia Oriental e para o equilíbrio de forças nas negociações com o Ocidente nos próximos meses.
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