Roma, Lácio, Itália. 18 de março de 2026. Agenzia Nazionale Stampa Associata (ANSA) – O Programa Mundial de Alimentos (PMA) emitiu um alerta grave nesta quarta-feira (18), indicando que mais 45 milhões de pessoas podem ser empurradas para a fome aguda caso o conflito no Oriente Médio se estenda até junho. O aumento nos custos de alimentos, combustíveis e fretes marítimos é o principal motor dessa crise humanitária iminente.
De acordo com o relatório divulgado pela agência da ONU nesta terça-feira (17), cerca de 319 milhões de pessoas já se encontram em estado de insegurança alimentar aguda, o número mais alto já registrado. A continuidade das hostilidades na região corre o risco de levar os níveis de fome global a um recorde histórico sem precedentes.
“Fatores como o fechamento efetivo do Estreito de Ormuz forçaram os trabalhadores humanitários a alterar drasticamente as rotas de transporte de suprimentos básicos.”
A logística de distribuição de ajuda foi severamente impactada pelo bloqueio das vias marítimas tradicionais. O PMA informou que seus custos de transporte já subiram 18% até o momento, o que reduz o alcance das verbas destinadas ao socorro das populações mais vulneráveis em todo o mundo.
A agência expressou profunda preocupação de que as despesas crescentes possam inviabilizar esforços futuros de alívio e assistência humanitária.
Nesta quarta-feira (18), a comunidade internacional observa com apreensão o efeito cascata provocado pela instabilidade no Oriente Médio. O encarecimento do combustível e dos grãos básicos afeta não apenas as zonas de guerra, mas também nações dependentes de importações em outros continentes. Para os especialistas da ONU, a estabilização das rotas comerciais e a contenção dos preços são fundamentais para evitar uma catástrofe alimentar em larga escala que poderá marcar de forma indelével este primeiro semestre.
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