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Israel intensifica ataques no sul da Síria após bombardeios

Operações visam impedir avanço sírio e proteger comunidade drusa na fronteira

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Jerusalém, Distrito de Jerusalém, Israel – 19 de julho de 2025 – Haaretz – As Forças de Defesa de Israel lançaram uma nova ofensiva militar no sul da Síria, um dia após ataques aéreos atingirem alvos estratégicos na capital, Damasco. As ações ocorrem em meio à crescente tensão na região, impulsionada por confrontos entre membros da comunidade drusa e tribos beduínas no território sírio.

A escalada militar teve início após o envio de tropas por parte do governo interino sírio à região de Sweida, no sul do país, para conter os embates sectários. Israel, por sua vez, respondeu com ataques coordenados contra quartéis militares e posições consideradas hostis tanto na capital síria quanto em áreas ao sul do território.

“Ora estabelecemos uma política clara: desmilitarização da região ao sul de Damasco”, declarou o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu em comunicado oficial.

Netanyahu reforçou que Israel não permitirá a presença de forças militares sírias nas proximidades da fronteira, especialmente em áreas sensíveis junto às Colinas de Golã, onde parte da população drusa mantém vínculos históricos e familiares com Israel.

De acordo com veículos de imprensa árabes, a ofensiva também incluiu ataques contra grupos armados beduínos atuantes no sul da Síria. A medida é interpretada como uma tentativa israelense de evitar o fortalecimento de milícias na zona tampão fronteiriça.

Apesar da justificativa oficial de proteção à minoria drusa, as ações israelenses suscitaram reações internacionais. Um porta-voz do Departamento de Estado dos Estados Unidos declarou que Washington não apoia os ataques mais recentes realizados por Israel, apelando por um cessar-fogo imediato na região.

“A escalada só enfraquece a estabilidade regional e aumenta o risco de conflito generalizado”, alertou o representante norte-americano.

Enquanto isso, observadores internacionais acompanham com preocupação o desdobramento da situação, temendo que o aumento da intensidade dos ataques possa resultar em uma nova frente de guerra em uma região já marcada por mais de uma década de instabilidade.

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