Naypyidaw, Região de Mandalay, Mianmar, 6 de abril de 2025, Myanmar News Agency – A crise humanitária em Mianmar se intensificou após o forte terremoto de magnitude 7,7 que atingiu a região central do país em 28 de março. O número de mortos subiu para 3.354, segundo a junta militar, com 220 pessoas ainda desaparecidas. Equipes de resgate seguem em busca de sobreviventes sob os escombros, mas a recuperação de corpos se tornou a principal atividade nos últimos dias.
Hospitais em diversas localidades afetadas sofreram danos graves ou foram completamente destruídos, o que tem dificultado o tratamento de feridos e doentes. A escassez de infraestrutura hospitalar e suprimentos médicos compromete o atendimento emergencial e ameaça agravar ainda mais a situação.
Na região de Sagaing, próxima ao epicentro, milhares de pessoas deslocadas estão enfrentando condições sanitárias precárias. A Organização Mundial da Saúde alertou para um aumento nos casos de diarreia e para o risco iminente de surtos de doenças infecciosas entre os desabrigados.
Em resposta à tragédia, tanto as forças armadas do governo quanto os grupos de oposição pró-democracia anunciaram um cessar-fogo temporário. Apesar disso, há preocupação com a possibilidade de confrontos acidentais entre os lados, que permanecem em conflito desde o golpe militar em 2021.
O presidente da Fundação Nippon, Sasakawa Yohei, visitou as áreas atingidas e destacou a importância de estender a trégua para garantir a continuidade dos esforços de reconstrução. Segundo ele, a cooperação entre as partes envolvidas será essencial para salvar vidas e restaurar a infraestrutura básica nas regiões devastadas.
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