Mandalay, Mandalay, Mianmar, 5 de abril de 2025 – NHK – Uma semana após o forte terremoto de magnitude 7,7 que atingiu a região central de Mianmar no dia 28 de março, a população afetada segue enfrentando condições extremamente precárias. O número de mortos já ultrapassa 3.100, enquanto milhares de feridos continuam sem atendimento adequado.
O abalo sísmico provocou destruição em diversas áreas do país, incluindo a capital Naypyitaw e a cidade de Mandalay, a segunda maior do país. Segundo o governo militar, 3.145 pessoas morreram, 4.589 ficaram feridas e outras 221 ainda estão desaparecidas.
A assistência humanitária continua limitada. Suprimentos como alimentos, água potável e medicamentos não chegam a todos os atingidos, e muitos feridos permanecem sem tratamento devido ao colapso de hospitais. Grande parte dos sobreviventes está vivendo ao ar livre, sem acesso a moradias seguras.
Equipes de socorro da China, Índia e outros países estão em operação em Mandalay, e uma equipe médica japonesa chegou à cidade na quinta-feira (3). Eles planejam iniciar os atendimentos emergenciais em uma clínica improvisada a partir desta sexta-feira (4).
A situação se agrava nas regiões sob controle das forças pró-democracia, que estão mais próximas do epicentro. Apesar da dificuldade em confirmar a extensão dos danos, relatos indicam que veículos carregados com mantimentos foram barrados por forças militares, impedindo o acesso às áreas necessitadas.
Em resposta à tragédia, o Governo de Unidade Nacional – formado por grupos pró-democracia – anunciou uma trégua de duas semanas nas regiões atingidas, com início em 30 de março. O governo militar também declarou um cessar-fogo temporário até 22 de abril.
Apesar das declarações, confrontos armados continuam sendo registrados em algumas áreas, o que levanta dúvidas sobre a real possibilidade de que a ajuda humanitária chegue a quem mais precisa.
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