Seul, Coreia do Sul, 27 de janeiro de 2025, Yonhap News – O presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol, que foi recentemente destituído por impeachment, foi formalmente indiciado neste domingo (26) sob a acusação de liderar uma insurreição. Esta é a primeira vez na história do país que um presidente em exercício enfrenta tal acusação.
Os promotores sul-coreanos anunciaram a decisão por volta das 19h, após uma análise detalhada das evidências e materiais relacionados ao caso. Yoon foi preso em 19 de janeiro, sob suspeita de orquestrar uma insurreição após ter declarado lei marcial no mês passado, um ato que gerou comoção e polarização entre a população e as instituições do país.
De acordo com os promotores, a decisão de indiciamento reflete o entendimento de que presidentes em exercício não possuem imunidade para acusações relacionadas a insurreição. Yoon agora aguarda julgamento criminal enquanto o Tribunal Constitucional analisa separadamente a validade de seu impeachment.
A equipe de investigação conjunta transferiu o caso para o Ministério Público na última quinta-feira (23). Durante o período, os promotores solicitaram duas vezes a extensão da detenção de Yoon, mas ambas as requisições foram negadas pelo tribunal, o que levou à decisão iminente do indiciamento.
Com base na legislação sul-coreana, Yoon poderá permanecer em uma instalação de detenção por até seis meses enquanto aguarda o julgamento. Nesse meio tempo, o país continua dividido, com manifestações populares tanto a favor quanto contra o presidente afastado.
O caso de Yoon Suk-yeol já é considerado um marco na história política da Coreia do Sul, levantando questões sobre o equilíbrio entre autoridade presidencial e os limites democráticos estabelecidos no país.
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