Seul, Coreia do Sul, 20 de janeiro de 2025 (NHK News) – O presidente sul-coreano Yoon Suk-yeol, preso por suspeita de insurreição, recusou-se a comparecer para interrogatório solicitado por investigadores no domingo (19). A situação intensifica a crise política no país, com apoiadores do líder contestando a legitimidade de sua prisão.
Yoon, detido no mesmo dia em que o mandado foi emitido, é acusado de orquestrar uma insurreição ao declarar lei marcial no mês passado. Ele está sendo mantido em um centro de detenção nos arredores de Seul, onde, devido ao cargo, ocupa uma cela isolada de aproximadamente 10 metros quadrados, equipada com um colchão, mesa e banheiro.
De acordo com a equipe conjunta de investigação, Yoon foi convocado para depor às 14h, mas não compareceu. Em comunicado, o presidente afirmou que continuará a usar os meios judiciais para esclarecer a “legitimidade e propósito” da lei marcial que decretou. “Não vou desistir. Corrigirei os erros, mesmo que leve tempo”, declarou.
A prisão de Yoon provocou indignação entre seus apoiadores. Centenas deles invadiram o Tribunal Distrital Ocidental de Seul, responsável pela emissão do mandado. O confronto resultou em ferimentos em cerca de 40 policiais, e 45 manifestantes foram detidos. A Polícia Nacional condenou os atos de violência, classificando-os como “um grave desafio ao Estado de Direito”.
Confrontos adicionais ocorreram próximo ao tribunal na tarde de domingo (19), forçando a polícia a reforçar a segurança em torno do juiz que autorizou a prisão.
O mandado permite que os investigadores mantenham Yoon detido por até 20 dias, com os primeiros 10 destinados à equipe conjunta e o restante para os promotores. Observadores apontam que o caso pode redefinir o cenário político da Coreia do Sul, que enfrenta um momento delicado de instabilidade.
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