Washington, D.C., Estados Unidos, 15 de janeiro de 2025 (Associated Press) – O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (13) novas regras para a exportação de chips avançados utilizados no desenvolvimento de inteligência artificial, com o objetivo de restringir o acesso de países como China e Rússia a essa tecnologia de ponta.
Segundo comunicado oficial, as medidas foram planejadas para prevenir o uso indevido de sistemas de IA que possam representar riscos significativos à segurança nacional, incluindo o desenvolvimento de armas de destruição em massa.
O novo marco regulatório divide os países em três grupos. O primeiro grupo, que inclui 18 aliados dos EUA, como o Japão, não enfrentará restrições. O segundo grupo, que abrange nações como Índia, Brasil e Polônia, estará sujeito a limites anuais de importação de até 1.700 unidades de processadores gráficos de alto desempenho, salvo com licenças especiais do governo americano.
Já o terceiro grupo, composto por países que já enfrentam restrições severas dos EUA, como China, Rússia e Coreia do Norte, terá o acesso ainda mais limitado às tecnologias avançadas de IA.
As novas regras visam monitorar o volume e o destino das exportações, evitando que os chips sejam redirecionados para países adversários.
A proposta, entretanto, enfrentou críticas da indústria de tecnologia. A fabricante de chips Nvidia classificou a medida como “uma intervenção exagerada”. A reação da administração de Donald Trump, que assumirá o governo em breve, também está sendo aguardada com atenção.
Enquanto isso, especialistas alertam para o impacto econômico e diplomático dessas medidas, destacando o delicado equilíbrio entre inovação tecnológica e segurança nacional.
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