Ishikawa, Japão – 03 de Janeiro de 2024 – A operadora da usina nuclear de Shika, localizada na Província de Ishikawa, enfrenta desafios em seus sistemas de fornecimento de energia após o terremoto de magnitude 7,6 que atingiu a região na segunda-feira (1).
Durante uma coletiva de imprensa realizada pela Hokuriku Electric Power Company nesta terça-feira (2), a empresa relatou que os sistemas para fornecer eletricidade à instalação a partir de fontes externas permanecem parcialmente inoperantes. No entanto, enfatizou que a eletricidade continua sendo fornecida à usina por outros meios, e as fontes de energia para equipamentos de segurança essenciais estão seguras.
Ambos os reatores No.1 e No.2 da usina, localizados na cidade de Shika, já estavam offline muito antes do terremoto, proporcionando uma situação mais controlada.
A empresa informou que um tremor equivalente a uma intensidade superior a 5 na escala japonesa de 0 a 7 foi observado no segundo subsolo do prédio do reator No.1 durante o terremoto massivo, por volta das 16h10.
Os movimentos sísmicos registraram 336,4 gals em direção horizontal e 329,9 gals em direção vertical. Ambos os valores foram inferiores aos números máximos projetados antes do acidente na usina nuclear de Fukushima Daiichi em 2011, que eram de 600 gals em direção horizontal e 405 gals em direção vertical.
Oficiais da Hokuriku Electric relataram danos nos tubos de dois transformadores usados para que os reatores recebam eletricidade de fontes externas. Esses danos ocorreram devido ao terremoto, resultando em vazamento de óleo de isolamento e resfriamento.
Os vazamentos de óleo totalizam 3.600 litros no reator No.1 e 3.500 litros no reator No.2. A empresa afirmou que os sistemas que usam os dois transformadores permanecem incapazes de receber eletricidade.
Entretanto, destacaram que ambos os reatores estão sendo alimentados por outras fontes e garantiram que os geradores a diesel de emergência têm combustível suficiente para durar sete dias.
Os oficiais afirmaram que não há problemas com os sistemas de resfriamento do combustível nuclear gasto, garantindo a segurança nas instalações.
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