Tóquio, Japão, 31 de janeiro de 2024 – A Agência Internacional de Energia Atômica (International Atomic Energy Agency – IAEA), órgão de supervisão nuclear da ONU, reiterou que a liberação de água tratada e diluída da usina nuclear de Fukushima Daiichi para o oceano está de acordo com os padrões internacionais de segurança.
O relatório completo emitido pela força-tarefa da IAEA, responsável por revisar o processo de descarte, é o primeiro desde o início da liberação em agosto passado.
Em julho do ano passado, a agência havia declarado que o plano japonês para lidar com a água tratada estava em conformidade com os padrões internacionais de segurança. Além disso, afirmou que o descarte planejado teria um impacto radiológico negligenciável para as pessoas e o meio ambiente.
No relatório mais recente, a IAEA reafirmou essas conclusões, com base na primeira missão de revisão realizada pela força-tarefa desde o início da liberação.
A missão enviada ao Japão em outubro incluiu especialistas de 11 países, como Reino Unido, Coreia do Sul e China. A China tem se oposto ao descarte.
A IAEA também ressaltou a importância de seus esforços para corroborar as fontes e monitoramentos ambientais conduzidos pela operadora da usina, Tokyo Electric Power Company, e outras autoridades japonesas relevantes.
A agência afirma que continuará a realizar missões de revisão de rotina, sendo a próxima prevista para a primavera de 2024.
O governo japonês planeja explicar o último relatório da IAEA aos países vizinhos, como a China, para obter entendimento sobre a segurança do plano de descarte.
A água usada para resfriar o combustível derretido em Fukushima Daiichi tem se misturado com chuva e água subterrânea. A água acumulada está sendo tratada para remover a maioria das substâncias radioativas, mas ainda contém trítio.
Antes de liberar a água no oceano, a operadora da usina a dilui para reduzir os níveis de trítio para cerca de um sétimo do nível de orientação da Organização Mundial da Saúde para água potável.
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