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China defende decisão de suspender importações de frutos do mar japoneses após despejo de água tratada de Fukushima

Em meio à controvérsia desencadeada pelo despejo de água tratada e diluída da usina nuclear de Fukushima Daiichi, a China defendeu sua decisão de suspender as importações de frutos do mar japoneses. O primeiro-ministro japonês, Kishida Fumio, buscou reverter a medida durante uma cúpula bilateral com o presidente chinês, Xi Jinping, realizada na quinta-feira (16) em San Francisco.

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Em meio à controvérsia desencadeada pelo despejo de água tratada e diluída da usina nuclear de Fukushima Daiichi, a China defendeu sua decisão de suspender as importações de frutos do mar japoneses. O primeiro-ministro japonês, Kishida Fumio, buscou reverter a medida durante uma cúpula bilateral com o presidente chinês, Xi Jinping, realizada na quinta-feira (16) em San Francisco.

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Mao Ning, afirmou na sexta-feira (17) que a decisão de suspender as importações é “justa, razoável e necessária” como uma medida de precaução para garantir a segurança alimentar e a saúde da população.

A água utilizada para resfriar o combustível derretido na usina se mistura com chuva e água subterrânea. Embora a água acumulada seja tratada para remover a maioria das substâncias radioativas, o trítio permanece presente. Antes de ser liberada no oceano, a água é diluída para reduzir os níveis de trítio para cerca de um sétimo das diretrizes da Organização Mundial da Saúde para água potável.

Mao descreveu a água como “contaminada nuclearmente”, sem contudo mencionar onde a China descarta suas águas radioativas de 72 usinas nucleares no país, mas expressou a esperança de que uma solução apropriada possa ser encontrada por meio de “discussões e negociações”. Ela também destacou que Xi e Kishida reafirmaram a necessidade de promover relações estratégicas mutuamente benéficas.

Durante as conversações, o líder japonês enfatizou a importância da paz e estabilidade no Estreito de Taiwan. Em resposta, Mao afirmou que Pequim não permitirá qualquer interferência nos assuntos internos da China e sublinhou que o “princípio de uma China” é fundamental para a paz e estabilidade no estreito. O impasse reflete a complexidade das relações entre essas potências asiáticas e destaca as divergências em questões cruciais para a região. A resolução desse impasse dependerá de futuras discussões e negociações entre os dois países.

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