Relembrando a Batalha de Okinawa 75 anos depois
A população da província de Okinawa, no sul do Japão, está observando 75 anos desde o fim de uma das mais ferozes batalhas terrestres nas fases finais da Segunda Guerra Mundial.
Desde o início da manhã, as pessoas têm vindo a rezar por aqueles que morreram na Batalha de Okinawa.
Muitos estão visitando um monumento onde estão inscritos os nomes do pessoal militar e dos civis que perderam a vida.
Um deles é um homem que tinha cinco anos de idade quando os combates eclodiram, perdendo pai, irmão e avós. Ele disse: “Eu rezei e pedi-lhes que olhassem por nós, para que houvesse paz e felicidade”.
Uma mulher, de 88 anos, também veio. Ela perdeu seu tio, que era militar da Marinha Imperial Japonesa. Ela disse à alma dele: “Por sua causa, tio, nós podemos desfrutar da paz. Por favor, descanse em paz. Eu rezo pela sua alma.”
Mais de 200.000 pessoas perderam a vida na Batalha de Okinawa, incluindo um quarto da população.
Em 23 de junho de 1945, as operações militares japonesas contra os EUA e forças aliadas em Okinawa chegaram ao fim.
Cerca de 200 pessoas devem comparecer a uma cerimônia memorial no Parque Memorial da Paz, na cidade de Itoman, nesta terça-feira (23).
O evento anual costuma atrair cerca de 5.000 pessoas, mas este ano o número será menor por causa do coronavírus chinês.
Muitas pessoas em Okinawa esperam que o aniversário seja uma chance para o país inteiro examinar o pesado fardo que Okinawa ainda está carregando.
Cerca de 70% das instalações militares dos EUA no Japão estão concentradas em Okinawa.
A prefeitura continua em desacordo com o governo central sobre um plano de realocação de uma base norte-americana dentro da ilha principal. A recuperação da terra está em andamento, apesar da oposição dos residentes locais.
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