
Quase metade das meninas abaixo de 15 anos, na Indonésia, sofreram mutilação genital. Um relatório da ONU, divulgado hoje, revelou que cerca da metade (49 por cento) de todas as meninas indonésias com idades até 14 anos, foram submetidas a mutilação genital (ou circuncisão).
O relatório está em contraste com a reputação da Indonésia, como uma nação muçulmana moderada e progressista.
A mutilação genital feminina (ou female genital mutilation – FGM) é uma frase genérica para procedimentos que removem total ou parcialmente os genitais femininos externos ou lesões nos órgãos genitais femininos por razões não médicas.
É amplamente considerado como uma violação grave e abominável dos direitos humanos.
O relatório da UNICEF (United Nations Children’s Fund – Fundo das Nações Unidas para a Infância) observou que, enquanto as mutilações genitais femininas estão diminuindo a nível mundial, nem todos os países conseguiram progressos nesta matéria.
Em suma, a diminuição da FGM não é uniforme nem suficiente.
Na verdade, o relatório destacou alguns números muito perturbadores.
Estima-se que 200 milhões de mulheres, em 30 países, hoje, sofreram o procedimento.
Desse número, mais da metade residem em apenas três países – Indonésia, Egito e Etiópia.
A mutilação genital feminina tem sido, geralmente, considerada como confinada à África e ao Oriente Médio.
No entanto, sua aparente popularidade na Indonésia pode estar mostrando a sua utilização, não registrada, em todo o mundo.
Na Indonésia, a circuncisão feminina é entendida como profundamente enraizada na religião e tradição.
Sua implementação varia, mas é tipicamente considerada menos severa do que as abordagens comuns no continente africano.
Segundo a Agência France-Presse, em 2010, o governo indonésio emitiu um esclarecimento do regulamento da circuncisão feminina legal – que permite somente “raspar o capuz do clitóris, sem ferir o clitóris”.
Mas mesmo isso é muito grave para os oficiais da ONU. “Não é mutilação se somente raspar?”, Perguntou Loren Rumble, chefe da Unidade de Proteção à Criança da UNICEF, em setembro passado, citado pelo Jakarta Globe. “Absolutamente, sim.”
- Suicídio infantil atinge recorde no Japão em 2025 - 28 de março de 2026 11:19 am
- Japão exige 10 anos de residência para concessão de cidadania - 28 de março de 2026 11:14 am
- Terremoto na Ásia: 1 ano após tremor mortal na Tailândia e Mianmar - 28 de março de 2026 10:49 am





















