Makiko Yoneda: Conheçam a história da pianista japonesa radicada no Brasil.

Makiko Yoneda é uma pianista japonesa, nascida na cidade de Chiba no Japão e radicada na cidade de São Paulo – Brasil. Makiko está participando do projeto Catarse, para dar continuidade ao disco Brasileirismφ, que já foi gravado, mixado e masterizado no Rio de Janeiro e no Japão, com seus próprios recursos, só que, infelizmente, a empresa que estava cuidando da prensagem do disco não realizou o serviço de acordo com o contrato e sumiu com o material e com o dinheiro. Mas a pianista não se deixou vencer pela tristeza e decepção e luta para finalizar o disco.

Para isso, ela conta com o apoio de pessoas que possam participar contribuindo através do financiamento coletivo Catarse. Brasileirismφ foi lançado no dia 09/05/2017 em várias plataformas digitais como: iTunes , Spotify , Deezer , Google, etc. Para conhecer o projeto ou participar do financiamento coletivo Catarse para a concretização do CD Brasileirismφ, é só acessar o link: https://www.catarse.me/makiko?ref=facebook&utm_source=facebook.com&utm_medium=social&utm_campaign=project_share_insights

O início da jornada musical de Makiko, aconteceu quando ela sentiu um grande desejo de ampliar suas referências musicais, viajando para a India, Cuba, Estados Unidos e Brasil. Quando decidiu que queria viver para a música e ser musicista, Makiko já havia passado dos trinta anos. Trabalhava numa grande empresa, e ninguém entendeu o motivo que a levou a largar tudo e sem hesitar, mergulhar num mundo desconhecido. Em 2005, se mudou para Recife e começou a estudar música popular. Em 2006, retornou ao Japão mas teve que voltar para o Brasil em 2011 por sentir uma vontade imensa de mergulhar a fundo na música brasileira. Desta vez optou por São Paulo.

Em São Paulo, a pianista prepara concerto solo e projeto em trio misturando técnica erudita, improvisos, melodias orientais e ritmos brasileiros. Mais do que o reflexo de suas vivências, a música de Makiko Yoneda é um meio pelo qual a artista procura transformar o mundo, fazendo com que ele seja um lugar melhor de se viver. Essa é intenção que prevalece em seu novo trabalho no qual a pianista revela também sua faceta de compositora, em temas como “Barravento”, “The Earth” e “Silvia”. O resultado pode ser ouvido (e visto) em vídeos lançados nas redes sociais da artista.

​Makiko estudou piano clássico dos três aos 18 anos, ainda no Japão. No entanto, avessa ao excesso de formalidades da música erudita, resolveu seguir outro caminho na hora de escolher uma faculdade. Acreditando que talvez pudesse contribuir para o trabalho de instituições como a Organização das Nações Unidas ou a Unesco, graduou-se em relações internacionais e fez mestrado em educação. Foi para a Índia, onde atuou em entidades não governamentais, mas acabou se decepcionando com a maneira como a política e o dinheiro muitas vezes interferem negativamente em projetos nessa área. Decidida a dar novos rumos à vida, foi trabalhar na empresa norte-americana de sorvetes Häagen-Dazs, na qual permaneceu por seis anos. “Mas eu continuava descontente, então larguei tudo e fui viajar. Estive em Cuba, em Nova York e no Brasil”, conta

As viagens a reaproximaram da música. A primeira longa estada da artista por aqui foi em 2005, quando morou no Recife, se envolveu mais com a cultura brasileira e aprendeu a falar português. Já a segunda temporada começou em 2011 e segue até o momento – com visitas regulares ao Japão.  Nestes últimos cinco anos, Makiko tem se dedicado integralmente à música, estudando, compondo e tocando na noite de São Paulo, cidade onde se estabeleceu.

No Brasil, se aproximou de nomes como Alceu Valença, Naná Vasconcelos, Dominguinhos, Guinga e Ivan Lins, mas comenta que dois brasileiros foram fundamentais em seu processo de descoberta artística: a pianista Silvia Góes, de quem foi aluna, e o violonista Zé Barbeiro, que a convidou para integrar o Quinteto do Zé. “Antes eu não tocava, eu apenas lia, tentando entender as notas e escalas. A Silvia me libertou, com ela aprendi que a música é viva, está em você”, elogia a discípula, que também descobriu-se compositora ao ser estimulada pela mestra. “E a confiança do Zé Barbeiro, ao me chamar para participar do grupo dele, foi um aval muito importante para minha carreira profissional aqui”, completa.

Makiko Yoneda e Marta Ozzetti.

Com esse grupo gravou o CD “Sem Massagem” lançado em 2016 (Proac/SP), com shows pelo Brasil. Participa do projeto Duos da flautista Marta Ozzetti executando obras inéditas e do quarteto do virtuose cavaquinhista Messias Britto, intitulado Baianato. Em 2015 lançou seu primeiro disco solo ‘Wa’ e em janeiro de 2016 excursiou pelo Japão apresentando-se em sete cidades. Ganhou o disputadíssimo prêmio Nabor Pires Camargo – 2016, piano solo classificação 5o. lugar.

O disco ” Brasileirismφ ” produzida por Makiko ao lado dos mestres da musica brasileira Marcio Bahia na bateria, Jamil Joanas no baixo e Cristovão Bastos na direção musica,l tem como base um repertório autoral com aspecto intimista, trazendo melodias de influência oriental e musica clássica , mas também muito marcado pelo encantamento da artista pelos ritmos brasileiros e com espaço para a improvisação.

Marcio Bahia, Jamil Joanes, Makiko Yoneda e Cristovão Bastos.

Paralelamente ao trabalho do trio, ela vem se dedicando a um projeto solo, no qual pretende interpretar num mesmo concerto choros compostos por pianistas brasileiros e temas de autores clássicos. Seu plano é unir Radamés Gnattali e Laércio de Freitas com Chopin e Shumann. (Texto: Alexandre Pavan)

Links das plataformas digitais para ouvir Brasileirismφ:

Spotify – http://spoti.fi/2pw4zUk
Deezer – http://bit.ly/2qWy4Pg
iTunes – http://apple.co/2pvFlp3
Google Play – http://bit.ly/2qWuF3a
Napster – http://bit.ly/2pgHlFw
Tidal – http://bit.ly/2qOsMcu

Website: https://www.makikoyoneda.com/
Facebook: https://www.facebook.com/makikopiano/
Twitter: https://twitter.com/makikoyoneda
Youtube: https://www.youtube.com/channel/UCsD5GHmjysv-A76kT79Dfrw

Radio Shiga by Cleo Oshiro Oficial Page: http://wp.radioshiga.com/programacao/

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Cleo Oshiro

Sou a Cleo Oshiro, uma mineira que no ano de 2002 optou por viver no Japão com a família. Em 2010 a Revista GVK Internacional no Brasil, especializada em karaokê, me descobriu no Orkut e através da minha paixão pela música e karaokê, decidiram fazer uma matéria sobre minha vida aqui no Japão, afinal foi aqui na cidade de Kobe que ele surgiu e se espalhou pelo mundo. Com a repercussão da matéria, eles me convidaram para ser a Correspondente Internacional da revista no Japão e aceitei o desafio e não parei mais. Fui Colunista Social por 2 anos no Portal Mie/Japão, da Revista Baladas Internacional/ Suiça, na BDCiTV/EUA e na Revista Biografia/ Brasil, realizando entrevistas com várias personalidades do meio artístico. Minhas matérias são para divulgar o trabalho dos artistas, sem apelos sensacionalistas, mesmo porque meu foco é mostrar a imensidão de talentos espalhados pelo mundo sejam famosos ou não.
Atualmente faço parte da equipe da Rádio Shiga, onde faço matérias artísticas e sou a idealizadora do programa musical The Best Of Brazilian Music em parceria com o Omote-san. O programa foi suspenso devido problemas interno, mas o tempo em que esteve no ar levava a música brasileira à outros países da Asia. O programa The Best Of Brazilian Music era apresentado em inglês pela DJ Shine Dory, uma filipina apaixonada pela MPB e Bossa Nova. A escolha pelo idioma foi para alcançar japoneses e estrangeiros que vivem no Japão, já que inglês é um idioma universal e os brasileiros já contavam com o acesso as informações dos artistas através das matérias publicadas por mim no site