Governo discute como evacuar japoneses da Coreia do Sul, em caso de crise

O Conselho de Segurança Nacional do Japão - Japan’s National Security Council (NSC) discutiu como evacuar seus quase 60 mil cidadãos da Coréia do Sul em caso de crise, disse uma autoridade do governo na sexta-feira (14), em meio à crescente preocupação com o programa de armas nucleares e de mísseis da Coréia do Norte.

Image © (Reprodução / Internet - via http://www.economywatch.com/) Japão: Governo discute como evacuar japoneses da Coreia do Sul, em caso de crise - Apr/2017

Governo discute como evacuar japoneses da Coreia do Sul, em caso de crise.

O Conselho de Segurança Nacional do Japão – Japan’s National Security Council (NSC) discutiu como evacuar seus quase 60 mil cidadãos da Coréia do Sul em caso de crise, disse uma autoridade do governo na sexta-feira (14), em meio à crescente preocupação com o programa de armas nucleares e de mísseis da Coréia do Norte.

A Coréia do Norte denunciou os Estados Unidos, na sexta-feira (14), por trazer “enormes ativos estratégicos nucleares” para a península coreana, enquanto um grupo de ataque, liderado pelo porta-aviões norte-americano USS Carl Vinson, se dirigia à região em meio a preocupações de que o Norte poderia realizar um sexto teste nuclear.

Além de navios comerciais e aviões, o Japão enviaria aviões militares e navios para ajudar na evacuação, se o governo sul-coreano concordasse, disse o oficial, familiarizado com a discussão. Ele se recusou a ser identificado por causa da sensibilidade do assunto.

O NSC também discutiu como lidar com uma possível inundação de refugiados norte-coreanos no Japão, entre os quais poderiam haver espiões e agentes da Coréia do Norte, informou a mídia japonesa.

A tensão aumentou desde que a Marinha americana disparou 59 mísseis Tomahawk em um aeroporto militar sírio, na semana passada, em resposta a um ataque de gás mortal, levantando preocupações sobre os planos do presidente dos EUA, Donald Trump, para a Coréia do Norte, que levou a cabo testes de mísseis e nucleares desafiando as sanções da ONU.

Os Estados Unidos advertiram que sua política de “paciência estratégica” acabou.

O secretário de gabinete japonês, Yoshihide Suga, disse em entrevista coletiva na sexta-feira (14) que o governo está, sempre, coletando e analisando informações sobre os movimentos da Coréia do Norte, mas se absteve de comentar detalhes.

“Atualmente, estamos em estreito contato com os Estados Unidos e a Coréia do Sul e, além de instar (o Norte) a abster-se de ações provocadoras e observar as resoluções relevantes do Conselho de Segurança da ONU, tomaremos todas as medidas necessárias para proteger a vida e ativos do Japão”, disse Suga.

O Japão começou a trabalhar em planos para responder a uma possível crise na península coreana em fevereiro, depois que o primeiro-ministro, Shinzo Abe, se encontrou com Trump em uma cúpula, nos Estados Unidos, informou a agência de notícias Kyodo.

Os participantes da uma reunião do NSC de 23 de fevereiro, previam uma crise na península coreana poderia levar um grande número de refugiados a aparecer em barcos, ao longo da costa do Mar do Japão, disse a Kyodo.

Os participantes pediram preparativos para uma resposta humanitária e segurança reforçada, dada a possibilidade de que os soldados norte-coreanos pudessem entrar no Japão fingindo ser refugiados, disse a Kyodo, citando fontes não identificadas do governo.

Um legislador do partido no poder e uma fonte do governo disseram à Reuters, nesta semana, que lidar com possíveis refugiados norte-coreanos seria uma das questões que o Japão tinha que se preparar.

Mas eles disseram que havia a preocupação de que qualquer sinal de preparativos efetivos para uma possível crise aumentaria a ansiedade pública.