Especialistas: Difícil prever ataque dos EUA contra a Coreia do Norte

Um especialista, de um grupo de pesquisa conservador norte-americano, diz que está se tornando cada vez mais difícil prever se Washington irá realizar um ataque militar contra a Coréia do Norte.

Image © (Bruce Klingner, pesquisador senior da Fellow for Northeast Asia e The Heritage Foundation | Reprodução via http://www.centerforsecuritypolicy.org) Especialistas: Difícil prever ataque dos EUA contra a Coreia do Norte - Apr/2017

Especialistas: Difícil prever ataque dos EUA contra a Coreia do Norte.

Um especialista, de um grupo de pesquisa conservador norte-americano, diz que está se tornando cada vez mais difícil prever se Washington irá realizar um ataque militar contra a Coréia do Norte.

Bruce Klingner, da Fundação Heritage, foi um funcionário da CIA, encarregado de analisar a situação na Península Coreana.

Ele disse que forneceu propostas políticas aos oficiais do governo do presidente Donald Trump, quando estes estavam revendo as políticas dos EUA sobre a Coréia do Norte.

Klingner disse acreditar que a administração Trump estudou várias opções durante o processo de revisão.

Ele disse que as opções incluem reforçar as defesas de mísseis balísticos e aplicar sanções econômicas contra algumas empresas chinesas.

Klingner observou que o governo dos EUA até considerou manter conversações diretas com Pyongyang, para exigir um congelamento do programa nuclear norte-coreano.

Porém, ele vê como irreal para os EUA para conduzir um ataque preventivo em tais instalações.

Klingner disse que a Coréia do Norte difere da Síria, pois Pyongyang tem a capacidade de desencadear um severo contra-ataque no caso de um ataque dos EUA.

Ele acrescentou que a Coréia do Norte é mais perigosa do que a Síria, já que seus programas nucleares e de mísseis representam uma ameaça ao Japão e à Coréia do Sul.

Klingner disse ainda que entende que o governo Trump, inicialmente, descartou ataques militares, mas alguns oficiais estão, agora, apoiando tais ataques.

Ele disse que está na balança se os EUA vão executar um ataque militar, para impedir que a Coréia do Norte desenvolva um míssil balístico intercontinental.

Militares dos EUA lançaram um ataque com mísseis contra uma base aérea síria, no início deste mês. Em seguida, o governo Trump enviou uma frota liderada por um porta-aviões, para as águas perto da Coréia do Norte.

Klingner disse que não está claro se o movimento da frota se destina a manter Pyongyang sob controle ou é uma indicação de um futuro ataque militar dos EUA, acrescentando que o problema norte-coreano estará no topo da agenda durante a atual viagem do vice-presidente norte-americano, Mike Pence, a 4 nações da região Ásia-Pacífico.

O especialista disse que Pence apresentará ao Japão e à Coréia do Sul como os EUA responderão, se a Coréia do Norte realizar outro lançamento de mísseis ou um teste nuclear.

Klingner disse que Pence também explicará como Pequim está lidando com Pyongyang. Trump e o presidente chinês, Xi Jinping, discutiram o assunto durante sua reunião, no início deste mês.